PORTEIRINHA EM ALERTA EXTREMO: QUANDO A ÁGUA AMEAÇA O NOSSO CHÃO

Neste domingo, a cidade de Porteirinha emitiu um alerta extremo diante do risco de rompimento da Barragem das Lajes, após o volume intenso de chuvas registrado nas últimas horas. A preocupação é real, sobretudo para os moradores da comunidade das Lajes e regiões vizinhas, que vivem agora dias de apreensão e incerteza.

 

Por Aurélio Vidal

Nas minhas andanças pelo Norte de Minas, aprendi a respeitar o tempo da chuva. O sertanejo sempre pediu água ao céu. Mas quando ela vem em excesso, também ensina que a natureza exige vigilância e responsabilidade.

Neste domingo, a cidade de Porteirinha emitiu um alerta extremo diante do risco de rompimento da Barragem das Lajes, após o volume intenso de chuvas registrado nas últimas horas. A preocupação é real, sobretudo para os moradores da comunidade das Lajes e regiões vizinhas, que vivem agora dias de apreensão e incerteza.

A Defesa Civil Municipal está no local monitorando a estrutura. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais, incluindo a Polícia Ambiental, também foram acionados para atuar preventivamente. É o poder público tentando agir antes que o pior aconteça — e que assim permaneça.

Mas minha preocupação vai além do momento imediato. Sempre defendi que prevenir é mais eficiente do que remediar. Quando falamos de barragens, falamos de vidas. Falamos de famílias que podem perder, em minutos, aquilo que levaram anos para construir. Por isso, o alerta da Prefeitura não deve ser ignorado: quem estiver em área de risco precisa procurar local seguro e manter distância de margens de rios, barragens e pontos alagados.

O Norte de Minas tem convivido com extremos — ora a seca severa, ora chuvas acima do esperado para o mês de março. Esse novo cenário climático exige planejamento técnico, manutenção constante das estruturas e investimentos sérios em prevenção.

Escrevo com preocupação, mas também com esperança de que as autoridades ajam com rapidez e transparência. Que o monitoramento seja rigoroso. Que as informações cheguem com clareza à população. E, sobretudo, que a prudência prevaleça.

O sertão é forte. Mas a força do nosso povo não pode ser testada pela negligência. Que a água volte a ser sinônimo de bênção — e não de ameaça.

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