Por Aurélio Vidal
Naquela manhã da última terça-feira (31/03), presenciei a oficialização do primeiro Núcleo Regional da Escola do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) do país — uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS).
Mas, mais do que um lançamento, o que se desenhava ali era um gesto de descentralização real. Um reconhecimento de que o Brasil profundo — especialmente o Norte de Minas — exige soluções pensadas a partir de sua própria realidade.
Este ato, ocorrido em Montes Claros, não foi apenas o lançamento de um projeto relevante para a nossa região, mas também algo que, como jornalista e pesquisador atento à dinâmica regional, considero ainda mais significativo: a reafirmação do protagonismo da AMAMS.

E esse novo momento tem nome, direção e propósito.
Na condução do jovem presidente e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, ao lado do secretário executivo Fabiano Lopes, a instituição passou a imprimir um ritmo que mistura ousadia, organização e visão estratégica — algo que há tempos o Norte de Minas aguardava com expectativa.

O que se percebe, na prática, é um resgate da essência da AMAMS. Uma entidade que historicamente sempre foi marcada pela efetividade de suas ações e pela credibilidade construída junto aos municípios da região. Agora, essa identidade não apenas é retomada, mas reposicionada em um novo patamar.
A sede, amplamente repaginada, traduz visualmente essa transformação. Mas o que realmente sustenta esse novo ciclo é o capital humano: um quadro de colaboradores qualificado, comprometido e alinhado com uma proposta moderna de gestão pública regional.

E os resultados começam a aparecer.
A AMAMS volta a ocupar espaços estratégicos, firmando parcerias relevantes, articulando projetos estruturantes e promovendo eventos que dialogam diretamente com as necessidades do território. Há um claro movimento de reconexão com os municípios do sertão norte-mineiro — não apenas no discurso, mas na entrega.
O que vejo, com olhar crítico e ao mesmo tempo esperançoso, é uma instituição que deixa de ser coadjuvante para reassumir o seu papel de liderança regional.
Mais do que representar municípios, a AMAMS passa novamente a impulsionar caminhos.
E, em uma região que historicamente luta por espaço, investimento e reconhecimento, esse novo ciclo não é apenas bem-vindo — é necessário.




