ENTRE O PALANQUE E A RESPONSABILIDADE: O CASO BANCO MASTER ESCANCAROU QUEM QUER SOLUÇÃO — E QUEM SÓ QUER PLATEIA

Diante dos últimos acontecimentos nos bastidores da política nacional, confesso que tive duas surpresas que hoje me fazem refletir bastante. Foram dois posicionamentos completamente distintos de dois pré-candidatos à Presidência.

O primeiro foi o de Ronaldo Caiado, político pelo qual eu nutria certo receio e que, até então, não despertava muita confiança da minha parte. O outro foi o ex-governador mineiro Romeu Zema, alguém que sempre admirei, defendi nas redes sociais e fazia questão de destacar pelos avanços conquistados em Minas Gerais.

Mas eis que a política — essa fábrica profissional de decepções premium — resolveu mostrar mais uma de suas ironias.

Hoje percebo em Zema um oportunismo apressado e covarde, claramente preocupado em jogar para a plateia antes mesmo de compreender a gravidade dos fatos envolvendo Daniel “Porcaria”. Preferiu o palanque instantâneo à responsabilidade. Afinal, no Brasil atual, parece que lacrar primeiro e pensar depois virou estratégia eleitoral.

Enquanto isso, Caiado adotou uma postura muito mais serena, firme e responsável, tentando conter narrativas inflamadas e focando no verdadeiro problema: o combate à Facção Vermelha e à escalada da criminalidade. Em vez de transformar tudo em espetáculo político, buscou tratar o tema com equilíbrio e senso coletivo.

E aí está a diferença que salta aos olhos: um parece enxergar os fatos como trampolim pessoal; o outro, ao menos neste momento, demonstra preocupação com o bem comum.

Parabéns ao Ronaldo Caiado, que acaba de ganhar mais um admirador. E, dependendo de como essa carruagem desgovernada chamada política brasileira continuar andando, talvez até mais um eleitor.

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