SERTÃO NORTE MINEIRO, TERRA DE NINGUÉM!

SERTÃO NORTE MINEIRO, TERRA DE NINGUÉM!

É com muita preocupação e imenso sentimento de revolta, que relatamos sobre um fato ocorrido na região norte mineira. São situações alarmantes, e de prejuízos para o nosso território, um lugar que sempre foi mal tratado, esquecido e abandonado pelo sistema. Ademais, o sertanejo que são os verdadeiros e pequenos produtores da zona rural do município de Rio Pardo de Minas, mais uma vez voltou a enfrentar problemas.

As terras da região tornaram-se de fato “terras de ninguém”, diante de tantos casos abusivos que imperam por lá. Os forasteiros chegam, usurpam e fazem o que querem no nosso território se utilizando de ONGs diversas, supostamente indagam estar em defesa do povo “geraizeiro” ou preocupados com o preservação do nosso cerrado. A população local se esbarrou com um grupo de gringos alemães, que chegaram sem dizer nada ou sequer se apresentarem.

O grupo locaram o prédio inteiro do melhor hotel da cidade, e logo iniciaram uma série de atividades como medições de terras, coletas de informações e imagens. O que gerou estranheza, foi o aparato utilizado na estrutura com equipamentos de última geração, frota composta por mais de 10 carros ostentando a marca de uma ONGs internacional, a “Tree Planet”. Ainda, um efetivo com cerca de 30 pessoas, na consoante, proporcionaram muitos transtornos e preocupação ao povo sertanejo, devido a sinistra movimentação em algumas comunidades.

Após cobranças da população querendo respostas, em uma reunião, eles alegaram que se tratava da produção de um filme, sobre o tema de: “um filho de um Alemão”, que desapareceu aqui no Brasil, e que a marca “Tree Planet” era fictícia.

O fato de propor pagamento de cerca de 6 mil reais, para que um sitiante local derrubasse um forno de carvão, assim como pagar por um caminhão carregado de carvão para que eles pudessem colocar fogo, com a justificativa de uma mera filmagem, foi a gota d’água para que as pessoas percebessem algo contraditório naquele “script”.

Por conseguinte, toda essa “encenação” tem o “dedo” da “esquerda”, que além de perseguir e criminalizar o AGRO, tentam de todas as formas ampliar os territórios de comunidades tradicionais em áreas de preservação ambiental. Esse fatídico movimento tem gerado diversos conflitos naquele pequeno município. Esse sistema perverso de Governo tem ferido os direitos do nosso povo, inclusive passando por cima da autonomia dos municípios e travando o desenvolvimento socioeconômico do nosso território.

Por aqui, as obras estruturantes nunca chegam, mas a perseguição contra o nosso humilde sertanejo é algo cruel e sistemático.

Terra de Ninguém!

Dois fatores causaram estranheza, ou seja, o primeiro: o envolvimento direto do sindicato de trabalhadores rurais de Rio Pardo, que acolheu essa turma, o segundo: a omissão dos políticos em relação aos transtornos causados, mesmo com a ampla repercussão nas mídias sociais e grupos de “WhatsApp”, onde havia o acesso de diversos assessores e também alguns deputados.

Todavia, nenhum deles se manifestaram em defesa do nosso território, boa vontade e a coragem de sair na defesa daquele povo são métodos insanos dos políticos. A maioria dos vereadores do município se omitiram das suas responsabilidades legislativas. Infelizmente, o fato ocorreu após as últimas eleições, caso contrário teria sido diferente mediante a conveniência, que sempre prevalece na podridão de um sistema covarde, cruel e oportunista.

O grupo de alemães deixou a cidade, da mesma forma que chegou: sem elucidar nada. A população do meio rural se uniu, o qual elaborou a prospecção de assinaturas para cobrar respostas, e consequentemente tentar antecipar qualquer possível dano ao setor produtivo. Setor que passa por dificuldades em suas inúmeras atividades nas terras áridas deste sertão norte mineiro.

Diante dos fatos, expomos as informações sobre os relatórios, e solicitamos para que o povo norte-mineiro sensibilize e apoie a causa dos irmãos sertanejos, que vivem esquecidos nos grotões do norte das Minas Gerais, assim, assinando também este manifesto.

(*) Aurélio Vidal

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