O VALE E A VERDADE — UM RELATO DE QUEM FOI VER DE PERTO

Estive diversas vezes no Vale do Jequitinhonha, inclusive visitando a planta de extração da Sigma Lithium, em Itinga, e também a Chapada do Lagoão, onde conversei com moradores, pequenos produtores e lideranças locais. Vi de perto a realidade de um povo que sempre lutou contra o abandono e a falta de oportunidades — e que agora começa a enxergar uma chance real de desenvolvimento, sem depender de assistencialismos ou discursos populistas.

Por Aurélio Vidal – jornalista

Tenho acompanhado, com preocupação, a forma como alguns discursos ideológicos têm tentado distorcer a realidade do Vale do Jequitinhonha, especialmente no que diz respeito à exploração do lítio. Recentemente, a deputada federal Célia Xacriabá publicou uma nota alarmista em seu perfil do Instagram, onde afirma que Minas Gerais está sendo “devastada” pela mineração no Vale, citando a empresa Sigma Lithium como símbolo de um suposto “colapso socioambiental”.

Respeito as lutas e causas legítimas, mas não posso me calar diante de uma narrativa que não corresponde à verdade dos fatos.

Respeito as lutas e causas legítimas, mas não posso me calar diante de uma narrativa que não corresponde à verdade dos fatos. Eu estive por diversas vezes no Vale do Jequitinhonha, onde conhecei pessoas humildes como o Seu Renato

Estive diversas vezes no Vale do Jequitinhonha, inclusive visitando a planta de extração da Sigma Lithium, em Itinga, e também a Chapada do Lagoão, onde conversei com moradores, pequenos produtores e lideranças locais. Vi de perto a realidade de um povo que sempre lutou contra o abandono e a falta de oportunidades — e que agora começa a enxergar uma chance real de desenvolvimento, sem depender de assistencialismos ou discursos populistas.

O que percebi em campo é muito diferente do que se tenta pregar nos gabinetes de Brasília. A extração de lítio não tem provocado o “desastre hídrico” alardeado por setores da esquerda e seus aliados de mídia militante. De acordo com cálculos técnicos do professor José Neuman Miranda Neiva, da Universidade Federal do Norte do Tocantins, a captação de água autorizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) representa apenas 0,005% do volume diário do rio Jequitinhonha — o equivalente a menos de cinco segundos de fluxo médio. Fiz registro da planta da Sigma Lithium e peguei depoimentos de pessoas

O que percebi em campo é muito diferente do que se tenta pregar nos gabinetes de Brasília. A extração de lítio não tem provocado o “desastre hídrico” alardeado por setores da esquerda e seus aliados de mídia militante. De acordo com cálculos técnicos do professor José Neuman Miranda Neiva, da Universidade Federal do Norte do Tocantins, a captação de água autorizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) representa apenas 0,005% do volume diário do rio Jequitinhonha — o equivalente a menos de cinco segundos de fluxo médio.

Em outras palavras: seria preciso um esforço de má-fé para transformar um dado técnico tão pequeno em uma catástrofe ambiental.

O professor, que não possui qualquer vínculo com mineradoras, foi categórico: a verdadeira tragédia do Vale não está na água, mas na falta de emprego e de políticas públicas consistentes. É hipocrisia culpar a mineração por problemas estruturais que vêm de décadas de abandono.

E ele tem razão. Vi famílias inteiras que, depois de anos sobrevivendo de migalhas ou migrando para São Paulo e Rio de Janeiro, hoje têm a esperança de permanecer em suas terras, com trabalho digno e renda.

O Vale do Jequitinhonha não precisa de “salvadores” de ocasião. Precisa de diálogo, técnica, fiscalização e desenvolvimento sustentável. O caminho não está em travar o progresso, mas em construir uma mineração responsável que gere oportunidades e preserve os recursos. A mineração é quem tem garantido a ampliação de geração de emprego e renda.

A Sigma Lithium, como toda grande operação, deve sim ser fiscalizada e cobrada por transparência. Mas é irresponsável transformar uma pauta técnica e socioeconômica em palanque ideológico. O que se vê em muitas dessas ações — como a ADPF 1279, protocolada pela deputada junto ao PSOL e à Mídia Ninja — é menos uma defesa do meio ambiente e mais um projeto político de visibilidade.

O Vale do Jequitinhonha não precisa de “salvadores” de ocasião. Precisa de diálogo, técnica, fiscalização e desenvolvimento sustentável. O caminho não está em travar o progresso, mas em construir uma mineração responsável que gere oportunidades e preserve os recursos.

Enquanto alguns discursam nas redes e nos tribunais, o povo do Vale segue enfrentando suas próprias batalhas diárias — muitas vezes contra o descaso de quem só aparece por lá em época de foto e discurso inflamado.

Eu, como jornalista que percorreu aquelas estradas, conversei com as comunidades e respirei a poeira daquele chão, posso afirmar: há exageros, há manipulações e há muita ideologia travestida de preocupação ambiental.

É preciso, sim, defender o meio ambiente. Mas é igualmente urgente defender a verdade. E essa, muitas vezes, não está nos discursos prontos — está no olhar simples de quem vive ali e sonha apenas com a chance de prosperar com dignidade.

Sobre a deputada

A deputada Célia Xacriabá foi eleita como representante indígena da região norte-mineira — território sertanejo que compõe o semiárido brasileiro e que há décadas enfrenta uma dura e histórica crise hídrica.
Mas, curiosamente, por essas bandas ela nunca promoveu uma única ação efetiva em favor do nosso povo sertanejo e nem mesmo em prol da população Xacriabá do sertão norte mineiro.

Aqui no sertão norte de Minas, o que se vê são barragens inacabadas e abandonadas, símbolos de promessas esquecidas por governos que há mais de 20 anos estão no poder — e que se dizem defensores do povo.
Cito obras como as barragens de Congonhas, Berizal e Jequitaí, todas iniciadas e deixadas ao relento.

barragens inacabadas e abandonadas, símbolos de promessas esquecidas por governos que há mais de 20 anos estão no poder

Estive pessoalmente em Jequitaí e o que encontrei foi um cenário de completo abandono: estruturas corroídas, ferragens amontoadas no chão, alojamentos destruídos e equipamentos apodrecendo sob o sol.
Aquela área mais parecia um “jardim de ferragens”, onde o desperdício de recursos públicos salta aos olhos e denuncia o descaso e a corrupção de um governo covarde, que prefere fabricar narrativas do que enfrentar a dura realidade do sertão.

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