NORTE DE MINAS – POPULAÇÃO GERAIZEIRA PROTESTA CONTRA INSTALAÇÃO DE NOVA RDSNORTE DE MINAS

Ontem, 3 de maio (sábado), ocorreu uma grande ato de repúdio no município de Riacho dois Machados, ato promovido pelo jovem e corajosos prefeito Ricardo de Minga

Após quase três anos de intensas batalhas, a luta contra os desmandes e abusos do ICMBio em terras do Sertão Norte-Mineiro, tem ganhado novos capítulos e consequentemente ganhado força. A história é de uma luta que a princípio foi solitária, que iniciou em junho de 2022, quando através do amigo Chicão de Rio Pardo, tomei conhecimento de que o Instituto Chico Mendes estava oprimindo e multando pessoas de forma abusiva e covarde, em função de uma RDS – Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeras. E foi na comunidade de Água Boa II, localizado no município do Alto do Rio Pardo que eu comecei a identificar o problema.

Parabéns ao jovem e corajoso prefeito de Riacho dos Machados, norte das Minas Gerais.

Quando iniciei a penetração nos grotões de diversas comunidades rurais dos municípios afetados, como Rio Pardo, Montezuma e Vargem Grande do Rio Pardo, municípios, aos quais a reserva ocupa imensas área, inclusive de amortecimento, que eu fui perceber a gravidade da situação.

Ao longo desses anos, eu iniciei o processo de propagação do problema com objetivo de chamar a atenção dos políticos locais e da Imprensa regional, mas que infelizmente, devido à falta de comprometimento com os interesses do povo, a mídia regional não se preocupou em dar projeção ao fato. Situação amplamente lamentável.

Mas seguiu firme e com muita persistência comecei a ouvir pessoas, fiz registros e colhi depoimentos, na tentativa de fazer chegar ao conhecimento da sociedade norte mineira. Até em Brasília eu estive, onde em uma agenda com o senador Plínio Valério (na época: presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI das ONGs), busquei levar a denúncia ao Congresso Nacional.

Hoje, quase três anos depois, a situação tem ganhado novos capítulos e ampla projeção, devido as constantes denúncias do jornalista e também em razão de um novo processo do ICMBio para a criação de mais uma nova reserva que ocupará o rico solo dos município de Serranópolis de Minas, Rio Pardo de Minas e Riacho dos Machados. Nessa altura do “campeonato”, a coisa começa à se complicar para o ICMBio, que inclusive, já havia atraído o sentimento de revolta da população sertaneja de diversas outras comunidades. Ontem, eu tive a felicidade de ainda resta uma esperança para o nosso povo geraizeiro. Pessoas que estão sendo perseguidas, oprimidas e multadas pelo Instituto Chico Mendes

O movimento contou com a participação do Bruno Gomides e João Garimpeiro, que vieram direto de Brasília DF

PROTESTO E REPÚDIO AO ICMBio

Ontem, 3 de maio (sábado), ocorreu um ato de repúdio no município de Riacho dois Machados, manifestação promovida pelo jovem e corajoso prefeito Ricardo de Minga, onde conseguimos relatar sobre a gravidade do problema relacionadas a criação de RDS na nossa região. Problema este, que tem tirado o sono do nosso povo. Na oportunidade, nós conseguimos falar para uma multidão de pessoas. Ali, naquele momento, eu percebi que o nosso povo está acordando e se levantando para esse importante e difícil embate. Os sertanejos já não querem mais permanecer de joelhos ao verem os seus sonhos e planos de uma vida inteira correndo o risco de desaparecer, em função de planos maquiavélicos de grupos políticos. Políticos desumanos que estão usurpando o nosso território para entregar para o capital estrangeiro.

Quando iniciei a penetração nos grotões de diversas comunidades rurais dos municípios afetados, como Rio Pardo, Montezuma e Vargem Grande do Rio Pardo, municípios, aos quais a reserva ocupa imensas área, inclusive de amortecimento, que eu fui perceber a gravidade da situação.

NÃO É MERA COINCIDÊNCIA…

Em pronunciamento no Plenário no dia 22 de abril (terça-feira), o senador Lucas Barreto (PSD-AP), criticou a decisão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de abrir consulta pública para a criação de quatro novas reservas extrativistas marinhas no litoral do Amapá.

“Já conhecemos essa história. Foi assim que nos tiraram mais de 74% do território estadual em nome de parques nacionais que só existem no papel. Agora, a tentativa se repete com novos rótulos e velhos propósitos. O ICMBio age como sabotador do desenvolvimento do Amapá e ainda tenta negar que as reservas afetem a exploração de petróleo. Mas a realidade fala por si. Trata-se de uma ofensiva articulada para transformar o estado em um museu ambiental: bonito de ver, inútil para quem mora dentro dele”, declarou.

Portanto, é necessário que a população norte mineira abrace a causa e saia na defesa do nosso território. Caso contrário, testemunharemos dias difíceis em um curto espaço de tempo!

*Aurélio Vidal – Jornalista e Empreendedor Social

Veja Mais

Artigos Relacionados:

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Escrevo este texto a partir das minhas andanças pelo Brasil profundo — das capitais às pequenas cidades do Norte de Minas — e do compromisso jornalístico de confrontar prioridades públicas com a realidade que encontrei. Em tempos normais, o Carnaval é expressão cultural legítima. Em tempos excepcionais, porém, ele precisa ser reavaliado. E o Brasil vive um desses momentos.

CARNAVAL: A URGÊNCIA DE FREAR A FESTA QUANDO O PAÍS SANGRA

Por Aurélio Vidal Escrevo este texto a partir das minhas andanças pelo Brasil profundo — das capitais às pequenas cidades do Norte de Minas — e do compromisso jornalístico de confrontar prioridades públicas com a realidade que encontrei. Em tempos normais, o Carnaval é expressão cultural legítima. Em tempos excepcionais, porém, ele precisa ser reavaliado. E o Brasil vive um desses momentos. O quadro atual

Marcelo Aro passa a ser observado como um nome jovem, estratégico e com carisma político, capaz de dialogar com diferentes campos e reorganizar o desenho da disputa estadual.

SUCESSÃO EM MINAS: MARCELO ARO ALTERA O EIXO DA DISPUTA E REPOSICIONA O PROJETO DE ZEMA

Artigo de Opinião – Aurélio Vidal Tenho rodado bastante pelas bandas do Norte de Minas nos últimos meses. Conversado com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, produtores rurais, comerciantes e gente simples do povo. E confesso: há algo diferente no ar. Não é discurso ensaiado, nem entusiasmo fabricado de gabinete. É percepção concreta, sentida no chão da estrada — agora, diga-se de passagem, bem melhor do que

Voltar a Paracatu é como abrir um velho baú de memórias e encontrar, entre poeira e afeto, as marcas vivas da história do Brasil profundo. Conheci essa cidade em 1982, ainda adolescente, quando vim para o casamento de Florisval Ferreira — natural de Montes Claros, mais que se tornou um personagem importante da vida paracatuense — filho do meu saudoso patrão José Vicentino Ferreira.

PARACATU: ONDE O OURO DO PASSADO AINDA ILUMINA O CAMINHO DO PRESENTE

Por Aurélio Vidal – jornalista e pesquisador Voltar a Paracatu é como abrir um velho baú de memórias e encontrar, entre poeira e afeto, as marcas vivas da história do Brasil profundo. Conheci essa cidade em 1982, ainda adolescente, quando vim para o casamento de Florisval Ferreira — natural de Montes Claros, mais que se tornou um personagem importante da vida paracatuense — filho do

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

FÉ QUE CAMINHA, TRADIÇÃO QUE CANTA – TERNO DE FOLIA NA COMUNIDADE RURAL DE SANTOS REIS, EM BOCAIUVA

Por Aurélio Vidal, jornalista e pesquisador A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Escrevo este texto a partir das minhas andanças pelo Brasil profundo — das capitais às pequenas cidades do Norte de Minas — e do compromisso jornalístico de confrontar prioridades públicas com a realidade que encontrei. Em tempos normais, o Carnaval é expressão cultural legítima. Em tempos excepcionais, porém, ele precisa ser reavaliado. E o Brasil vive um desses momentos.

CARNAVAL: A URGÊNCIA DE FREAR A FESTA QUANDO O PAÍS SANGRA

Por Aurélio Vidal Escrevo este texto a partir das minhas andanças pelo Brasil profundo — das capitais às pequenas cidades do Norte de Minas — e do compromisso jornalístico de confrontar prioridades públicas com a realidade que encontrei. Em tempos normais, o Carnaval é expressão cultural legítima. Em tempos excepcionais, porém, ele precisa ser reavaliado. E o Brasil vive um desses momentos. O quadro atual

Marcelo Aro passa a ser observado como um nome jovem, estratégico e com carisma político, capaz de dialogar com diferentes campos e reorganizar o desenho da disputa estadual.

SUCESSÃO EM MINAS: MARCELO ARO ALTERA O EIXO DA DISPUTA E REPOSICIONA O PROJETO DE ZEMA

Artigo de Opinião – Aurélio Vidal Tenho rodado bastante pelas bandas do Norte de Minas nos últimos meses. Conversado com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, produtores rurais, comerciantes e gente simples do povo. E confesso: há algo diferente no ar. Não é discurso ensaiado, nem entusiasmo fabricado de gabinete. É percepção concreta, sentida no chão da estrada — agora, diga-se de passagem, bem melhor do que

Voltar a Paracatu é como abrir um velho baú de memórias e encontrar, entre poeira e afeto, as marcas vivas da história do Brasil profundo. Conheci essa cidade em 1982, ainda adolescente, quando vim para o casamento de Florisval Ferreira — natural de Montes Claros, mais que se tornou um personagem importante da vida paracatuense — filho do meu saudoso patrão José Vicentino Ferreira.

PARACATU: ONDE O OURO DO PASSADO AINDA ILUMINA O CAMINHO DO PRESENTE

Por Aurélio Vidal – jornalista e pesquisador Voltar a Paracatu é como abrir um velho baú de memórias e encontrar, entre poeira e afeto, as marcas vivas da história do Brasil profundo. Conheci essa cidade em 1982, ainda adolescente, quando vim para o casamento de Florisval Ferreira — natural de Montes Claros, mais que se tornou um personagem importante da vida paracatuense — filho do

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

FÉ QUE CAMINHA, TRADIÇÃO QUE CANTA – TERNO DE FOLIA NA COMUNIDADE RURAL DE SANTOS REIS, EM BOCAIUVA

Por Aurélio Vidal, jornalista e pesquisador A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e

Quer ver mais conteúdos?

Assine Nossa Newsletter

E fique por dentro do contexto de Minas e de tudo que acontece no Brasil e no mundo.

Pod Sertão Pautando o melhor do Sertão Mineiro

Olá, visitante