MEL DE AROEIRA, A RICA NOVIDADE DO SERTÃO NORTE-MINEIRO

(*) Aurélio Vidal

Sabor amadeirado, floral e levemente mentolado, com toques de caramelo, de coloração âmbar escuro. Essa descrição poderia nos remeter à ideia de um café ou de um vinho, mas, na verdade estamos falando do Mel de Aroeira, iguaria nativa do Brasil e que é produzida e comercializada no Norte de Minas Gerais, nos ecossistemas de matas secas, área de transição entre o cerrado, a caatinga e mata atlântica.

Ainda pouco conhecido pelos chefes de cozinha de todo o mundo, mas muito pesquisado por conta dos seus efeitos medicinais (comprovadamente eficiente no trato da gastrite), o Mel de Aroeira atrai cada vez mais pessoas interessadas na sua produção e comercialização, sobretudo porque é um produto que ajuda a alimentar as pessoas e não agride a Natureza.

O jovem produtor Geovanne Antônio Alves deixou seus negócios na cidade de Bocaiúva, no Norte de Minas Gerais, para se dedicar à apicultura. “Além de ser um produto altamente sustentável, o Mel de Aroeira ainda leva para a mesa das famílias um alimento altamente nutritivo. Me sinto realizado sabendo que posso contribuir na preservação da Natureza e oferecendo alimento de qualidade para todos “, afirmou.

Por outro lado, o Mel de Aroeira é comprovadamente eficaz no tratamento da gastrite, além de outras utilidades medicinais ainda em estudo. “O consumo regular do Mel de Aroeira, sem exageros, tem aliviado meus problemas gastricos”, constatou Jadilson Queiroga, assessor parlamentar.

Todas essas qualidades do Mel de Aroeira tem conquistado o gosto do consumidor brasileiro, e com o auxílio do programa “Agro Br”, braço da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), tem, também, marcado presença no mercado internacional.

Luciano Fernandes, presidente da Cooperativa de Apicultura e Agricultura Familiar do Norte de Minas Gerais (Coopemapi) esclarece que a produção do Mel de Aroeira está presente em 25 municípios da região, sendo composto do floral de várias árvores, como a própria aroeira, o pequizeiro, entre outras, e que um enxame produz em 15 dias, 15 kgs de mel por colmeia.

Para atingir com mais eficiência o mercado internacional, foi criado um entreposto na região produtora do mel, quando ele é avaliado, certificado e pronto para ser disponibilizado nos mercados nacional e internacional.

(*) Jornalista

Veja Mais

Artigos Relacionados:

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Os Marra-sacos não são apenas uma família numerosa ou conhecida. São parte orgânica da cidade. Estão presentes nos eventos, nas rodas de conversa, nas festas populares e na própria construção simbólica da identidade mirabelense. São, de forma incontestável, responsáveis por uma das maiores referências locais: a famosa carne de sol de Mirabela. Mas o nome que carregam também guarda mistério e mistura — fruto de sobrenomes que se entrelaçaram ao destino do lugar.

A SAGA DA FAMÍLIA MARRA SACO – OS PIONEIROS DA FAMOSA CARNE DE SOL DE MIRABELA

Por Aurélio Vidal Como jornalista e pesquisador, sempre me senti atraído por histórias que não vivem apenas nos livros, mas também na memória viva do povo — nos causos contados à beira do fogão, nas conversas sem pressa e nas marcas que o tempo imprime na terra e nas pessoas. Foi assim com a ajuda do amigo e professor de história Leonardo Almeida, que cheguei

A imprensa norte-mineira carrega uma trajetória centenária de lutas, ideias e compromisso público. Desde 1884, com o Correio do Norte, passando por jornais como Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Notícias, a comunicação regional sempre foi construída por homens e mulheres que acreditavam no jornalismo como instrumento de justiça social e consciência coletiva.

TROFÉU IMPRENSA NORTE DE MINAS: UM RECONHECIMENTO QUE VIROU ALERTA

Por Aurélio Vidal A imprensa norte-mineira carrega uma trajetória centenária de lutas, ideias e compromisso público. Desde 1884, com o Correio do Norte, passando por jornais como Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Notícias, a comunicação regional sempre foi construída por homens e mulheres que acreditavam no jornalismo como instrumento de justiça social e consciência coletiva. Profissionais

Em minha trajetória como jornalista, nunca deixei de observar as nuances mais sombrias do nosso sistema político. Hoje, convido o leitor a refletir comigo sobre um dos mais nocivos frutos da nossa estrutura legislativa: as emendas parlamentares. Essas pequenas malas de dinheiro público, sob a forma de verbas destinadas a projetos locais, transformaram-se em verdadeiros cheques em branco — instrumentos que compram consciências e alimentam acordos obscuros.

A CRÍTICA ÀS EMENDAS PARLAMENTARES: UM RELATO PESSOAL DE AURÉLIO VIDAL

Em minha trajetória como jornalista, nunca deixei de observar as nuances mais sombrias do nosso sistema político. Hoje, convido o leitor a refletir comigo sobre um dos mais nocivos frutos da nossa estrutura legislativa: as emendas parlamentares. Essas pequenas malas de dinheiro público, sob a forma de verbas destinadas a projetos locais, transformaram-se em verdadeiros cheques em branco — instrumentos que compram consciências e alimentam

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Os Marra-sacos não são apenas uma família numerosa ou conhecida. São parte orgânica da cidade. Estão presentes nos eventos, nas rodas de conversa, nas festas populares e na própria construção simbólica da identidade mirabelense. São, de forma incontestável, responsáveis por uma das maiores referências locais: a famosa carne de sol de Mirabela. Mas o nome que carregam também guarda mistério e mistura — fruto de sobrenomes que se entrelaçaram ao destino do lugar.

A SAGA DA FAMÍLIA MARRA SACO – OS PIONEIROS DA FAMOSA CARNE DE SOL DE MIRABELA

Por Aurélio Vidal Como jornalista e pesquisador, sempre me senti atraído por histórias que não vivem apenas nos livros, mas também na memória viva do povo — nos causos contados à beira do fogão, nas conversas sem pressa e nas marcas que o tempo imprime na terra e nas pessoas. Foi assim com a ajuda do amigo e professor de história Leonardo Almeida, que cheguei

A imprensa norte-mineira carrega uma trajetória centenária de lutas, ideias e compromisso público. Desde 1884, com o Correio do Norte, passando por jornais como Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Notícias, a comunicação regional sempre foi construída por homens e mulheres que acreditavam no jornalismo como instrumento de justiça social e consciência coletiva.

TROFÉU IMPRENSA NORTE DE MINAS: UM RECONHECIMENTO QUE VIROU ALERTA

Por Aurélio Vidal A imprensa norte-mineira carrega uma trajetória centenária de lutas, ideias e compromisso público. Desde 1884, com o Correio do Norte, passando por jornais como Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros, Jornal do Norte e Jornal de Notícias, a comunicação regional sempre foi construída por homens e mulheres que acreditavam no jornalismo como instrumento de justiça social e consciência coletiva. Profissionais

Em minha trajetória como jornalista, nunca deixei de observar as nuances mais sombrias do nosso sistema político. Hoje, convido o leitor a refletir comigo sobre um dos mais nocivos frutos da nossa estrutura legislativa: as emendas parlamentares. Essas pequenas malas de dinheiro público, sob a forma de verbas destinadas a projetos locais, transformaram-se em verdadeiros cheques em branco — instrumentos que compram consciências e alimentam acordos obscuros.

A CRÍTICA ÀS EMENDAS PARLAMENTARES: UM RELATO PESSOAL DE AURÉLIO VIDAL

Em minha trajetória como jornalista, nunca deixei de observar as nuances mais sombrias do nosso sistema político. Hoje, convido o leitor a refletir comigo sobre um dos mais nocivos frutos da nossa estrutura legislativa: as emendas parlamentares. Essas pequenas malas de dinheiro público, sob a forma de verbas destinadas a projetos locais, transformaram-se em verdadeiros cheques em branco — instrumentos que compram consciências e alimentam

Quer ver mais conteúdos?

Assine Nossa Newsletter

E fique por dentro do contexto de Minas e de tudo que acontece no Brasil e no mundo.

Pod Sertão Pautando o melhor do Sertão Mineiro

Olá, visitante