EXPEDIÇÃO BUENÓPOLIS / DIAMANTINA DE UTV

Há caminhos que não se medem apenas em quilômetros, mas em história, superação e paisagem. A Expedição Off Road – Expedição Diamantina de UTV, promovida pelo grupo UTV-MOC, retorna a um de seus roteiros mais emblemáticos: o tradicional trajeto Buenópolis–Diamantina, reafirmando o espírito aventureiro, esportivo e histórico que marca o evento, programado para o dia 20 de fevereiro (sexta-feira).

Um roteiro de muita aventura e adrenalina

Há caminhos que não se medem apenas em quilômetros, mas em história, superação e paisagem. A Expedição Off Road – Expedição Diamantina de UTV, promovida pelo grupo UTV-MOC, retorna a um de seus roteiros mais emblemáticos: o tradicional trajeto Buenópolis–Diamantina, reafirmando o espírito aventureiro, esportivo e histórico que marca o evento, programado para o dia 20 de fevereiro (sexta-feira).

A proposta é clara: cruzar o coração do Médio Espinhaço por estradas vicinais e caminhos rurais, enfrentando terrenos variados e revelando cenários de rara beleza natural. Uma travessia que exige técnica, respeito à natureza e conexão com o território.

Nesta edição, a largada em Buenópolis ganha ainda mais significado. A cidade foi escolhida não apenas por suas paisagens exuberantes e pelo potencial turístico, mas também pela estrutura oferecida — com destaque para o belo balneário local — e, sobretudo, pelo apoio institucional do município, que compreendeu a importância do evento como vetor de turismo, esporte e desenvolvimento regional.

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Na noite de sexta-feira, antecedendo a largada, Buenópolis se transforma em palco de confraternização. Haverá exposição dos veículos expedicionários e música ao vivo, com um pop rock refinado dos anos 80, além de estrutura viabilizada com o apoio do parceiro Sicoob Credinor — instituição que acredita no fortalecimento das iniciativas regionais e mantém agência no município, reforçando seu compromisso com a comunidade.

Assim como na edição de 2025, a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Turismo de Buenópolis prepara uma recepção calorosa aos expedicionários, oferecendo um farto café da manhã antes da partida. Um gesto simples, mas carregado de simbolismo, que une hospitalidade, esporte e integração social.

O percurso parte de Buenópolis por áreas rurais do município e segue em direção à Serra do Cabral, território conhecido por suas estradas de chão, trechos pedregosos e constantes variações de relevo. Longe das rodovias principais, o trajeto privilegia caminhos internos, exigindo habilidade dos condutores e veículos preparados para o verdadeiro off road.

Ao longo da travessia, cruzam-se campos naturais, áreas de serra e estradas de terra batida, com cascalho solto e erosões — marcas autênticas da geografia local. Em alguns pontos, a rota se aproxima de trechos do Caminho dos Diamantes, braço histórico da Estrada Real que conduzia riquezas minerais à antiga Vila do Príncipe, hoje Diamantina. É impossível passar por ali sem sentir o peso simbólico da história sob as rodas.

A chegada ocorre pelos arredores de distritos como Guinda ou por acessos vicinais que conduzem diretamente à área urbana de Diamantina, mesclando trechos de terra e pequenos segmentos asfaltados. O percurso interno varia entre 120 e 140 quilômetros, dependendo da rota escolhida, com tempo de deslocamento condicionado às condições climáticas e ao estado das estradas.

Participei da edição anterior e pude testemunhar de perto a grandiosidade do evento — não apenas pela organização impecável, mas pelo espírito de companheirismo que une os expedicionários. A coordenação reforça a necessidade do uso de veículos adequados, preferencialmente 4×4 ou UTVs, e alerta para atenção redobrada em períodos chuvosos, quando as estradas da Serra do Cabral e do entorno de Diamantina podem se tornar escorregadias ou até intransitáveis. Segurança, planejamento e diálogo com moradores locais são partes essenciais dessa travessia.

Como destaca Henrique Temponi, presidente do UTV-MOC, mais do que um simples deslocamento off road, o trajeto Buenópolis–Diamantina consolida-se como uma travessia histórica e ambiental, reunindo cerca de 50 participantes em uma experiência que une aventura, resistência e valorização dos caminhos que ajudaram a construir a identidade do sertão e das serras de Minas Gerais.

É o off road como ele deve ser: com respeito, propósito e raízes fincadas no território.

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