Eu acompanhei de perto mais um capítulo importante da trajetória do cooperativismo financeiro brasileiro. Nos dias 27 e 28 de março, estive atento à movimentação em Brasília, onde representantes de diversas cooperativas do sistema Sicoob se reuniram para um dos encontros mais relevantes do setor: o tradicional Vende Sicoob.
Entre tantas histórias e números apresentados, uma, em especial, chamou minha atenção: o desempenho do Sicoob Credinor. A cooperativa do Norte de Minas não apenas participou — ela se impôs. Pela primeira vez, levou para casa três troféus na Campanha Nacional de Vendas, um feito que não passa despercebido para quem observa o crescimento das instituições financeiras cooperativas no interior do país.
As conquistas vieram nas categorias Investimentos, Recebimentos e Pagamentos e também no chamado “Conjunto da Obra” — um reconhecimento mais amplo, que traduz consistência, estratégia e, sobretudo, compromisso com o cooperado. Na prática, isso revela uma instituição que não se limita a oferecer serviços financeiros, mas que atua como agente de desenvolvimento regional.
Ao ouvir o presidente da Credinor, Dario Colares, percebo um discurso alinhado com aquilo que tenho visto ao longo dos anos: o cooperativismo como construção coletiva. Ele atribui os resultados a uma equipe robusta, com mais de 370 colaboradores, espalhados entre áreas administrativas e comerciais, todos conectados por um propósito comum. E aqui, faço uma observação como pesquisador: quando uma organização consegue transformar propósito em prática cotidiana, os resultados deixam de ser surpresa e passam a ser consequência.
O evento, que reuniu mais de 2.500 participantes de todo o Brasil, foi além da entrega de troféus. Houve troca de experiências, alinhamento de estratégias e um olhar voltado para o futuro do sistema Sicoob. É nesses encontros que se desenha o rumo de um modelo que cresce silenciosamente, mas com impacto direto na economia de cidades como as nossas, no Norte de Minas.
E há também uma mudança simbólica no horizonte. A partir de 2027, o evento passará a se chamar “Viva Sicoob”. Mais do que uma alteração de nome, vejo nisso uma tentativa clara de ampliar a visão: sair do foco exclusivo em metas e vendas e abraçar uma abordagem mais integrada, que valorize todas as dimensões do cooperativismo.
Ao final dessa cobertura, fico com a impressão de que o reconhecimento conquistado pela Credinor não é apenas institucional — é territorial. É o Norte de Minas ocupando espaço, mostrando força e provando que, mesmo longe dos grandes centros, é possível construir excelência com identidade própria.




