OPERAÇÃO EM VARGEM GRANDE DO RIO PARDO: QUANDO O ESTADO PERSEGUE QUEM TRABALHA E ESCONDE A VERDADE

Há mais de três anos eu venho alertando a sociedade do Norte de Minas sobre a perseguição do governo federal contra o setor produtivo da nossa região, especialmente contra os empreendedores da cadeia mineral. Naquela época, denunciei os entraves absurdos na liberação de licenças ambientais e os abusos contra quem gera emprego e renda no sertão norte-mineiro.

Por Aurélio Vidal

Alguns anos atrás eu já denunciava a completa falta de comprometimento do governo federal com o desenvolvimento econômico do sertão norte-mineiro, especialmente no que diz respeito à liberação de licenças ambientais para o fortalecimento da nossa cadeia mineral.

Na época, alertei também para os abusos, perseguições e entraves impostos contra empreendedores locais — homens que geram emprego, renda e oportunidades em uma das regiões historicamente mais abandonadas do Brasil.

Hoje, ao assistir reportagens sobre a ação da Polícia Federal em Vargem Grande do Rio Pardo, vi uma narrativa que precisa ser questionada.

Infelizmente, o tempo só confirmou aquilo que eu já dizia.

Assim como ocorre em várias áreas da região Norte do país, o governo federal insiste em tratar o setor produtivo como inimigo. Persegue quem produz, cria obstáculos para a atividade agrícola, dificulta a extração mineral e trava o progresso de regiões inteiras. Enquanto isso, nossas riquezas permanecem intocadas ou acabam sendo entregues, mais cedo ou mais tarde, a interesses externos.

E para completar o cenário, parte da imprensa — infelizmente — prefere repetir versões oficiais sem sequer se dar ao trabalho de investigar os fatos.

O vídeo que gravei há mais de três anos é prova clara de que venho alertando a sociedade sobre essa realidade. Um alerta que, na época, muitos preferiram ignorar.

Hoje, assistindo a uma reportagem sobre a operação da Polícia Federal em Vargem Grande do Rio Pardo, ouvi uma repórter afirmar que o empresário alvo das ações estaria realizando extração clandestina dentro de uma reserva ambiental há mais de vinte anos.

Mas será que ela sabe que essa reserva sequer tem esse tempo de existência?

A área em questão possui cerca de 12 anos de criação, e o próprio plano de manejo só foi aprovado em 2024 — e ainda assim elaborado de forma apressada, cheio de inconsistências técnicas, algo que eu mesmo denunciei na época.

Mas essas denúncias nunca interessaram à grande mídia.

Por isso faço aqui um apelo à sociedade do Norte de Minas: procurem conhecer os fatos antes de aceitar qualquer narrativa pronta.

Muitas vezes a notícia chega incompleta, enviesada e cheia de omissões.

Foi exatamente assim quando o ICMBio criou essa reserva — uma medida que, na prática, acabou servindo para sentar em cima de nossas riquezas naturais, inviabilizar o desenvolvimento regional e manter o nosso povo refém da miséria e do cabresto eleitoral, sustentado por uma política assistencialista que, em vez de libertar, aprisiona.

Uma política suja, perversa e cruel com quem quer apenas trabalhar.

Eu conheço o empresário Vanão.

Um homem trabalhador, corajoso, que ao longo dos anos ajudou a gerar empregos e oportunidades para muitas famílias daquela região.

Mas a lógica parece ser sempre a mesma: o governo dificulta, persegue, oprime… e depois ainda tenta transformar o sertanejo trabalhador em criminoso.

E o pior: muita gente ainda cai nessa narrativa covarde.

O sertão norte-mineiro não precisa de perseguição.

Precisa de respeito, investimento e liberdade para produzir.

E enquanto tentarem calar essa discussão, eu continuarei denunciando.

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