EXPEDIÇÃO DIAMANTINA DE UTV

Há caminhos que não se percorrem apenas com máquinas potentes e pneus cravados no chão — percorrem-se com alma, coragem e espírito de aventura. E foi exatamente assim que aconteceu, neste final de semana (20/21), a 5ª edição da Expedição Diamantina de UTV, um evento que já se consolida como tradição no calendário do off-road mineiro.

Por Aurélio Vidal

Há caminhos que não se percorrem apenas com máquinas potentes e pneus cravados no chão — percorrem-se com alma, coragem e espírito de aventura. E foi exatamente assim que aconteceu, neste final de semana (20/21), a 5ª edição da Expedição Diamantina de UTV, um evento que já se consolida como tradição no calendário do off-road mineiro.

Realizada pelo grupo UTV-MOC, com o apoio da Prefeitura Municipal de Buenópolis, da cooperativa Sicoob Credinor e cobertura do Jornal Agrosertão, a expedição transformou a acolhedora Buenópolis em ponto de encontro da aventura. Incrustada no Circuito Turístico da Serra do Cabral, a cidade viveu um fim de semana diferente — hotéis praticamente lotados, visitantes circulando pelas ruas e o ronco dos motores anunciando que algo especial estava para começar.

Antes mesmo do ronco dos motores ecoar pelas montanhas, era preciso compreender o cenário que acolheu a largada da 5ª Expedição Diamantina de UTV. Buenópolis não é apenas um ponto no mapa — é um encontro harmonioso entre o urbano e o natural, entre tradição e paisagem.

Na sexta-feira à noite, a concentração ganhou clima de confraternização. Os veículos ficaram expostos em frente ao Pumb Tranquilão, em um espaço gentilmente disponibilizado pelo prefeito Zé do Ford. Sob a voz marcante do artista Felipe Saraiva, pilotos e moradores se misturaram em um ambiente leve e festivo. Ali, não eram apenas máquinas alinhadas — eram histórias, amizades e expectativas alinhadas para o dia seguinte.

No sábado pela manhã, antes da largada, o município ofereceu um café acolhedor aos participantes. Houve também um momento de fé e bênção conduzido pelo Padre Adílson, pároco da Igreja Matriz. Entre motores e poeira, a espiritualidade marcou presença, lembrando que toda grande jornada começa com proteção e propósito.

A partida da Expedição Diamantina de UTV aconteceu em um dos cenários mais simbólicos de Buenópolis: em frente à Igreja Matriz, na praça Frei Henrique Ciulli. Ali, entre fé, memória e arquitetura, os motores alinharam-se como se pedissem licença à história.

E então veio a partida.

Logo nos primeiros quilômetros, a subida da primeira serra, rumo à antiga estrada de Diamantina, impôs respeito. A adrenalina tomou conta, os desafios surgiram, e a expedição mostrou a que veio. A jornada foi intensa, repleta de superações e paisagens que pareciam esculpidas pelo tempo. Trilhas exuberantes cortando a majestosa Cordilheira do Espinhaço conduziram os expedicionários até a histórica cidade diamantina, guardiã de memórias e tesouros culturais.

Além dos UTVs, a expedição contou com veículos gaiolas e a presença de pilotos experientes, como o amigo Léo Aleixo, apaixonado pelo esporte de aventura. Na retaguarda, carros 4x4 garantiram suporte com equipe médica e mecânicos de plantão — prova de que aventura também se faz com responsabilidade e organização.

No trajeto, momentos especiais marcaram a passagem pela Cachoeira do Telésforo — um convite ao descanso, à contemplação e à conexão com a natureza. Entre pedras, águas e trilhas técnicas, cada participante viveu sua própria narrativa de conquista.

Além dos UTVs, a expedição contou com veículos gaiolas e a presença de pilotos experientes, como o amigo Léo Aleixo, apaixonado pelo esporte de aventura. Na retaguarda, carros 4×4 garantiram suporte com equipe médica e mecânicos de plantão — prova de que aventura também se faz com responsabilidade e organização.

Além dos UTVs, a expedição contou com veículos gaiolas e a presença de pilotos experientes, como o amigo Léo Aleixo, apaixonado pelo esporte de aventura. Na retaguarda, carros 4x4 garantiram suporte com equipe médica e mecânicos de plantão — prova de que aventura também se faz com responsabilidade e organização.

Agora, o sentimento é de missão cumprida e expectativa renovada.

No calendário de 2026 já desponta a aguardada “Rota do Minério”, que percorrerá trilhas do Alto Rio Pardo e parte do Circuito Turístico da Serra Geral, passando por municípios de solos férteis em ouro, ferro e minérios raros, como Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados e Rio Pardo de Minas, incluindo Nova Aurora — berço do minério de ferro do sertão norte-mineiro.

Assim segue a Expedição Diamantina: não apenas cruzando serras, mas conectando pessoas, fortalecendo cidades e reafirmando que o sertão mineiro guarda trilhas que são verdadeiros capítulos de coragem e beleza.

Além dos UTVs, a expedição contou com veículos gaiolas e a presença de pilotos experientes, como o amigo Léo Aleixo, apaixonado pelo esporte de aventura. Na retaguarda, carros 4x4 garantiram suporte com equipe médica e mecânicos de plantão — prova de que aventura também se faz com responsabilidade e organização.

O evento contou com a cobertura do Jornal Agrosertão, do site contextominas.com e com o talento do videomaker Kauan Lisboa, que fez registros simplesmente incríveis ao longo de todo o percurso.

Filho do nosso sertão, natural da bela e atrativa Januária, Kauan é hoje um dos profissionais mais requisitados do país quando o assunto é imagem em movimento — especialmente no universo dos esportes de aventura.

Com olhar apurado, sensibilidade e coragem para estar onde poucos conseguem chegar, ele transformou poeira, adrenalina e paisagens exuberantes em verdadeiras narrativas visuais.

O garoto é fera. E quando a trilha é desafiadora, ele não apenas acompanha — ele eterniza.

EMOÇÃO E FÉ

Assim como começou sob o olhar atento da história em Buenópolis, a 5ª Expedição Diamantina de UTV encerrou sua jornada também diante de um dos maiores símbolos da fé e da identidade mineira.

Após cruzar serras, vencer trilhas técnicas e contemplar paisagens que parecem esculpidas pelo tempo, os expedicionários chegaram à histórica Diamantina. E ali, em frente à imponente Catedral Metropolitana de Santo Antônio, os motores silenciaram como quem agradece pela missão cumprida.


Entre fé e trilha, entre passado e presente, a Expedição Diamantina escreveu mais um capítulo. E como todo bom caminho das Minas, terminou onde a história também faz morada.

Não foi apenas um ponto de chegada. Foi um encontro com a memória, com a arquitetura barroca, com as pedras que guardam séculos de histórias. Da mesma forma que a largada aconteceu diante da igreja matriz em Buenópolis, a chegada em Diamantina reafirmou algo que essa expedição simboliza com força: a aventura pode ser moderna, vibrante e cheia de adrenalina, mas ela caminha lado a lado com o patrimônio, com a cultura e com as raízes do nosso sertão.

Entre fé e trilha, entre passado e presente, a Expedição Diamantina escreveu mais um capítulo. E como todo bom caminho das Minas, terminou onde a história também faz morada.

Que venha a próxima jornada. Porque enquanto houver estrada, haverá história para contar.

Veja Mais

Artigos Relacionados:

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Como jornalista e pesquisador, acompanhando de perto a realidade dos municípios do Norte de Minas, recebi com atenção — e certa dose de esperança — a mobilização liderada pela Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), anunciada nesta sexta-feira.

AMAMS REAGE POR JUSTIÇA NO FUNDEB E ARTICULA MOBILIZAÇÃO HISTÓRICA POR RECURSOS DA EDUCAÇÃO

A mobilização liderada pela Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), anunciada nesta sexta-feira, insere-se em um contexto mais amplo de revisão dos critérios de distribuição de recursos educacionais no país. A iniciativa reúne gestores municipais do Norte de Minas em torno de uma pauta técnica: a correção de distorções legais que impactam diretamente o financiamento da educação básica na região. O principal

E eu posso dizer, com a autoridade de quem viu de perto o tempo passar, que conheço Fábio Dias Sizilio desde menino. Cresci acompanhando não só a trajetória dele, mas também de toda a família: os irmãos Fabrício, Maurício (já saudoso) e a caçula Bianca. Fábio, inclusive, é o mais novo entre os homens — aquele que, muitas vezes, observa mais… mas guarda tudo.

PERFIL | ENTRE NÚMEROS E ACORDES: A ESSÊNCIA DE FÁBIO SIZILIO

Por Aurélio Vidal Tem gente que a gente não conhece só pelo que faz…mas pelo que carrega. E eu posso dizer, com a autoridade de quem viu de perto o tempo passar, que conheço Fábio Dias Sizilio desde menino. Cresci acompanhando não só a trajetória dele, mas também de toda a família: os irmãos Fabrício, Maurício (já saudoso) e a caçula Bianca. Fábio, inclusive, é

O sertão norte mineiro não é apenas uma terra de recursos. É uma terra de gente. E é por ela que sigo dando voz, como sempre fiz.

VALE DO JEQUITINHONHA: O SERTÃO MINEIRO NO CENTRO DA DISPUTA GLOBAL PELO LÍTIO

Por Aurélio Vidal – Jornalista e Pesquisador Percorrer o Norte das Minas Gerais e o Vale do Jequitinhonha sempre foi, para mim, mais do que uma simples viagem. É um mergulho profundo na alma do sertão mineiro — um território rico em cultura, história e, agora, cada vez mais reconhecido por seu potencial mineral estratégico. Ao longo das últimas décadas, acompanhei de perto a realidade

Mais uma vez, me deixei conduzir pelos caminhos da fé ao acompanhar a tradicional procissão rumo ao São Geraldo II, em Montes Claros. Não foi apenas uma caminhada — foi um reencontro com a essência de um povo que transforma dor em devoção e cansaço em esperança.

ENTRE PASSOS E PROMESSAS: A FÉ QUE ATRAVESSA MONTES CLAROS

Por Aurélio Vidal Ontem, sexta feira (03/04), mais uma vez, me deixei conduzir pelos caminhos da fé ao acompanhar a tradicional procissão rumo ao São Geraldo II, em Montes Claros. Não foi apenas uma caminhada — foi um reencontro com a essência de um povo que transforma dor em devoção e cansaço em esperança. Ainda nas primeiras horas da manhã, quando o sol ensaia sua

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

Como jornalista e pesquisador, acompanhando de perto a realidade dos municípios do Norte de Minas, recebi com atenção — e certa dose de esperança — a mobilização liderada pela Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), anunciada nesta sexta-feira.

AMAMS REAGE POR JUSTIÇA NO FUNDEB E ARTICULA MOBILIZAÇÃO HISTÓRICA POR RECURSOS DA EDUCAÇÃO

A mobilização liderada pela Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), anunciada nesta sexta-feira, insere-se em um contexto mais amplo de revisão dos critérios de distribuição de recursos educacionais no país. A iniciativa reúne gestores municipais do Norte de Minas em torno de uma pauta técnica: a correção de distorções legais que impactam diretamente o financiamento da educação básica na região. O principal

E eu posso dizer, com a autoridade de quem viu de perto o tempo passar, que conheço Fábio Dias Sizilio desde menino. Cresci acompanhando não só a trajetória dele, mas também de toda a família: os irmãos Fabrício, Maurício (já saudoso) e a caçula Bianca. Fábio, inclusive, é o mais novo entre os homens — aquele que, muitas vezes, observa mais… mas guarda tudo.

PERFIL | ENTRE NÚMEROS E ACORDES: A ESSÊNCIA DE FÁBIO SIZILIO

Por Aurélio Vidal Tem gente que a gente não conhece só pelo que faz…mas pelo que carrega. E eu posso dizer, com a autoridade de quem viu de perto o tempo passar, que conheço Fábio Dias Sizilio desde menino. Cresci acompanhando não só a trajetória dele, mas também de toda a família: os irmãos Fabrício, Maurício (já saudoso) e a caçula Bianca. Fábio, inclusive, é

O sertão norte mineiro não é apenas uma terra de recursos. É uma terra de gente. E é por ela que sigo dando voz, como sempre fiz.

VALE DO JEQUITINHONHA: O SERTÃO MINEIRO NO CENTRO DA DISPUTA GLOBAL PELO LÍTIO

Por Aurélio Vidal – Jornalista e Pesquisador Percorrer o Norte das Minas Gerais e o Vale do Jequitinhonha sempre foi, para mim, mais do que uma simples viagem. É um mergulho profundo na alma do sertão mineiro — um território rico em cultura, história e, agora, cada vez mais reconhecido por seu potencial mineral estratégico. Ao longo das últimas décadas, acompanhei de perto a realidade

Mais uma vez, me deixei conduzir pelos caminhos da fé ao acompanhar a tradicional procissão rumo ao São Geraldo II, em Montes Claros. Não foi apenas uma caminhada — foi um reencontro com a essência de um povo que transforma dor em devoção e cansaço em esperança.

ENTRE PASSOS E PROMESSAS: A FÉ QUE ATRAVESSA MONTES CLAROS

Por Aurélio Vidal Ontem, sexta feira (03/04), mais uma vez, me deixei conduzir pelos caminhos da fé ao acompanhar a tradicional procissão rumo ao São Geraldo II, em Montes Claros. Não foi apenas uma caminhada — foi um reencontro com a essência de um povo que transforma dor em devoção e cansaço em esperança. Ainda nas primeiras horas da manhã, quando o sol ensaia sua

Quer ver mais conteúdos?

Assine Nossa Newsletter

E fique por dentro do contexto de Minas e de tudo que acontece no Brasil e no mundo.

Pod Sertão Pautando o melhor do Sertão Mineiro

Olá, visitante