FÉ QUE CAMINHA, TRADIÇÃO QUE CANTA – TERNO DE FOLIA NA COMUNIDADE RURAL DE SANTOS REIS, EM BOCAIUVA

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

Por Aurélio Vidal, jornalista e pesquisador

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

Mas no sertão, a fé também tem seu próprio calendário. Na pequena comunidade rural de Santos Reis, em Bocaiuva, a tradição se mantém firme no final de janeiro. Neste ano, no domingo, 1º de fevereiro, estive mais uma vez por lá para acompanhar de perto esse acontecimento que emociona pela simplicidade e grandiosidade. Cerca de 20 ternos de folia tocaram e cantaram durante um dia inteiro, reunindo gente festeira vinda de diferentes cantos da região. Entre os ternos presentes, estavam Lagoa do Boi, São Gregório, Santa Rafaela, Barro do Paiol, Dos Ferreiras e Estrela do Oriente, entre tantos outros que fazem da música um ato de devoção.

O caminho até lá já é, por si só, parte da experiência. Segui pela BR-135, sentido Bocaiuva, passei pela Lagoinha e pela comunidade do Planalto. Após o clube do Pentáurea e a antiga Pensão Cearense, cheguei ao km 390, próximo às duas torres de telefonia. Fiz o contorno cerca de quatro quilômetros adiante e retornei no sentido Montes Claros. Bem próximo às torres, virei à direita e, em menos de 80 metros, lá estava eu: diante da Capela de Santos Reis, cercado por uma multidão que celebrava com alegria e devoção.

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

Ali, a comilança rola solta — farta, generosa e gratuita — como manda a tradição. Mas o auge mesmo são as toadas: instrumentos afinados, vozes que se encontram, versos que se misturam ao sapateado ritmado, formando uma poesia viva, feita de som e movimento. O jeito simples do nosso povo sertanejo é a marca mais expressiva desse contexto, conferindo ao ambiente um ar de pureza ampla, de fé sincera e devoção profunda.

A Folia de Reis é mais do que uma celebração religiosa: é um elo vivo entre gerações, um testemunho do patrimônio cultural imaterial que molda a identidade brasileira. De origem portuguesa e espanhola, trazida ao Brasil no século XIX, a folia louva a visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus e, tradicionalmente, acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro. Bandeiras ao vento, vestimentas coloridas, instrumentos afinados e palhaços anunciam a chegada dos foliões às casas, levando cantos, bênçãos e esperança.

Conversei com foliões, ouvi histórias, acompanhei os toques, fiz registros. Saí dali com a certeza renovada de que não há nada mais valoroso e legítimo do que os costumes e tradições do nosso povo norte-mineiro. Deixei Santos Reis feliz com o que vi e ouvi — e com a esperança serena de que, se Deus permitir, no ano que vem estarei de volta, para seguir caminhando, ouvindo e contando essas histórias em Minhas Andanças pelo Sertão.

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