CARTA ABERTA À IMPRENSA MINEIRA: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Faço questão de parabenizar os organizadores do 28º Encontro da Imprensa, um evento que exige esforço, dedicação e persistência para se manter vivo ao longo de tantos anos. Em especial, registro meu respeito a Aldeci Xavier e à nossa querida amiga Vandinha, que há mais tempo estão à frente dessa importante confraternização da imprensa mineira. Reconheço o valor da iniciativa, a simbologia do encontro e a relevância histórica de uma promoção que já caminha para seus 30 anos.

Recebi hoje uma mensagem da APIM que, em essência, celebra a união, a parceria e o compromisso da imprensa com a democracia, a informação de qualidade e o desenvolvimento regional. Palavras bonitas, necessárias e, em tese, alinhadas com aquilo que sempre defendi e sigo defendendo como jornalista.

Faço questão de parabenizar os organizadores do 28º Encontro da Imprensa, um evento que exige esforço, dedicação e persistência para se manter vivo ao longo de tantos anos. Em especial, registro meu respeito a Aldeci Xavier e à nossa querida amiga Vandinha, que há mais tempo estão à frente dessa importante confraternização da imprensa mineira. Reconheço o valor da iniciativa, a simbologia do encontro e a relevância histórica de uma promoção que já caminha para seus 30 anos.

No entanto, não posso deixar de expressar meu desconforto, minha indignação e, confesso, um sentimento de frustração. Aproveito esta oportunidade para sugerir, de forma respeitosa, que a APIM repense e reorganize o grupo de WhatsApp da entidade. O que tem predominado ali, há muito tempo, é algo grave: o cerceamento da liberdade de expressão. E quando isso parte da própria classe, soa ainda mais contraditório e preocupante. A Imprensa Não Pode Reproduzir o Que Combate

Não me senti à vontade para participar de um momento tão importante e, ao mesmo tempo, descontraído, sabendo que fui excluído do grupo por iniciativa de alguém que defende justamente aqueles que oprimem e tentam, a todo custo, calar a imprensa. O mais doloroso, porém, não foi a exclusão em si, mas o silêncio coletivo — ninguém se manifestou, ninguém buscou corrigir o erro, ninguém se preocupou em me reintegrar.

A liberdade de expressão não pode ser seletiva, nem condicionada a alinhamentos ideológicos ou conveniências políticas. Democracia não combina com boicote, com silêncio imposto ou com exclusão velada. Isso fere os princípios mais básicos do jornalismo e da própria razão de existir de uma entidade representativa da imprensa.

Agradeço, sinceramente, o convite, a camisa recebida e reitero meus parabéns pela iniciativa e pela história construída ao longo dessas quase três décadas. Espero, de verdade, que em 2026 possamos avançar não apenas na celebração, mas também no zelo, no respeito e na defesa incondicional dos interesses da classe.

Respeitar a diversidade de pensamentos, posturas e visões é o mínimo que se espera de quem diz lutar por uma sociedade mais justa, democrática e livre. Seguirei firme no meu compromisso com a informação, com a verdade e com a liberdade de expressão — valores que nunca podem ser negociados.

Que Deus abençoe todos os profissionais da imprensa regional — homens e mulheres que, com coragem e responsabilidade, dedicam suas vidas a informar, esclarecer e dar voz à sociedade.

Que ninguém se sinta ofendido por este desabafo, pois ele nasce não do rancor, mas da consciência e do compromisso com a verdade, a democracia e a liberdade de expressão.

Minha palavra é de respeito aos companheiros e companheiras da comunicação, e de esperança para que sigamos unidos, mesmo nas divergências, fortalecendo a imprensa livre, plural e responsável que nossa região merece.

Aurélio Vidal

Jornalista – Registro Profissional 08871- JP

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