INSTITUTO LÍTIO VERDE, CRIADO PELA SIGMA LITHIUM TERÁ APORTE R$ 500 MILHÕES

Os recursos financeiros deverão ser destinados a projetos socioambientais nas cidades de Araçuaí e Itinga

A Sigma Lithium anunciou, no início do mês passado (julho), a criação do Instituto Lítio Verde, uma entidade sem fins lucrativos que deverá receber, no primeiro ano de atividades, aporte da ordem de R$ 500 milhões, segundo a CEO da companhia, Ana Cabral-Gardner. Os recursos financeiros deverão ser destinados a projetos socioambientais nas cidades de Araçuaí e Itinga, onde o projeto de produção de lítio da empresa está localizado.

De acordo com a CEO, uma parte do aporte virá da CFEM, já que  a empresa vai pagar o royalty tendo como base o preço do seu produto final, o concentrado de lítio grau bateria e não o preço do minério. Segundo Ana Cabral, isto significa que o preço-base para cálculo da CFEM será 80 vezes maior. Ela calcula que somente no primeiro ano de operação do projeto Grota do Cirilo os dois municípios deverão receber algo em torno de R$ 52 milhões, ou quase R$ 1 mil por habitante, já que as duas localidades contam com uma população de 55 mil habitantes.

Os recursos do Instituto Lítio Verde deverão ser investidos principalmente em projetos de Educação, Saúde, Saneamento e Infraestrutura, áreas que normalmente são atribuição do setor público. Além de parte dos royalties, o ILV deverá captar recursos de bancos de fomento, como o BNDES, por exemplo. O objetivo da Sigma é mobilizar investimentos para o desenvolvimento da região. O primeiro projeto elencado é a construção de uma escola primária, de uma ponte em Araçuaí e a realização de melhorias no hospital local. Afora os projetos do Instituto, a Sigma já fomenta outras iniciativas na região, como o apoio ao empreendedorismo feminino através do projeto “Sou Dona de Mim” (foto), instalação de reservatórios de água e fomento à agricultura familiar.

A extração do lítio no Vale do Jequitinhonha já é uma realidade. No último dia 27 de julho (quinta-feira), ocorreu o embarque de exportação do primeiro lote de “lítio verde”, extraído em terras daquele Vale, localizado na região nordeste de Minas Gerais.

Em breve, o município de Salinas localizado no norte de Minas, também estará iniciando a extração deste preciso minério que é essencial para produção de baterias, ligas metálicas, dispositivos médicos e produção de fármacos, entre outras aplicações. O destaque é para a fabricação de baterias de longa duração que equipam veículos elétricos, indústria que vem sendo impulsionada pela transição energética.

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