PERCORRENDO O SERTÃO MINEIRO – ITACAMBIRA FOI O PALCO

Viste o Sertão Mineiro

(*) Aurélio Vidal

Foi em mais uma, da minha saga incessante pelas trilhas do sertão mineiro, que eu estive fazendo mais um bate e volta em um roteiro turístico pra lá de aprazível. Fui matar a saudade das cachoeiras do Curiango e do poço do Encantado localizados no atrativo município de Itacambira.

Incrustrada na cordilheira da serra do Espinhaço, fundada em 1962, Itacambira é um charmoso, aconchegante e histórico município com cerca de 5,5 mil habitantes, situada a uma altitude de 1.048m, distante à 105 km de Montes Claros e que tem como acesso a MG 308, um trecho que requer muita atenção e bastante cuidado, devido a falta de acostamento ao longo de sua extensão, além de contar com inúmeras curvas sinuosas. A rodovia que também corta o pequeno município de Juramento segue com paisagens de tira o folego. Um cenário maravilhoso com belos jardins de pedra povoado por uma vegetação bem peculiar e amplamente linda.

Quase chegando em Itacambira cerca de uns 23 km, o turista se depara com o poço Escuro, um pequeno paraíso que fica na comunidade do Tamanduá. Um lugar paradisíaco com águas limpa e um belo descampado ao seu em entorno, que surge do nada, bem as margens da rodovia, MG 308. Logo na chegada da cidade, assim que começa a descer a serra, o município implantou um mirante muito bacana que apresenta a cidade bem no fundo de um vale, cercada pelos rochedos e pela linda vegetação da Serra do Espinhaço.

Dentre os principais atrativos desta pacata e agradável cidadezinha que ainda preserva os costumes e características interiorana, está a Matriz de Santo Antônio, construída em meados do século XVIII. O templo que reserva muitas histórias, guarda em seu porão vários esqueletos e corpos mumificados, que segundo alguns moradores, com cerca de 300 anos.

CACHOEIRA DO CURIANGO:

Se tratando das belezas naturais no município, podemos citar a cachoeira do Curiango, que fica à 14 km da área central da cidade, faz parte de uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural e é uma das mais visitadas na região. Com um percurso de nível de dificuldade médio, em um pequeno trecho de trilha com cerca de 3 km e uma paisagem espetacular, a cachoeira é de fato um atrativo muito gostoso, com água é limpa e propriedades medicinais, sendo este, um dos fatores que a faz ser tão procurada por turista que aportam por ali.

Com acesso gratuito a cachoeira pode ser visitadas todos os dias do ano, mas tem como melhor período para visitação, os meses de dezembro a março, onde as águas estão em maior volume.

POÇO DO ENCANTADO:

Localizado bem próximo da área urbana da cidade, para quem chega em Itacambira vindo de Montes Claros, basta percorrer reto pela principal rua do município e sair no sentido da comunidade de Capela dos Mangues, logo na saída, após passar o único posto de combustível, e após percorrer 400 metros, entre a esquerda, na primeira estrada larga.  Depois basta seguir reto mais um percurso de uns 2.400 metros, até chegar no Bar e Restaurante Encantado, um gostoso receptivo onde se pode tomar uma cerveja gelada e comer petiscos, comida e até acampar nas margens de uma pequena e refrescante represa de água corrente.  Para chegar ao poço do encantado, basta andar em uma pequena trilha de uns 250 metros. Para se ter acesso a cachoeira é só seguir adiante mais uns 400 metros de trilha a dentro e se desfrutar de um dos mais belos cenários do sertão mineiro.

Na cidade de Itacambira é possível encontrar guias com as informações necessárias de como chegar em qualquer um dos atrativos naturais do município.

Faça seu roteiro, descubra novos caminhos!

*Aurélio Vidal

Veja Mais

Artigos Relacionados:

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

E é justamente daqui que faço uma constatação incômoda, porém necessária: a Direita brasileira, especialmente em regiões como a nossa, sofre menos pela força do adversário e mais pela própria incapacidade de se organizar, dialogar e agir com maturidade política.

A DIREITA PRECISA APRENDER A CAMINHAR JUNTAS — OU CONTINUARÁ PERDENDO SOZINHA

*Aurélio Vidal Escrevo como jornalista, observador atento da cena política e, acima de tudo, como alguém que acompanha de perto a realidade do Norte de Minas. E é justamente daqui que faço uma constatação incômoda, porém necessária: a Direita brasileira, especialmente em regiões como a nossa, sofre menos pela força do adversário e mais pela própria incapacidade de se organizar, dialogar e agir com maturidade

Por volta das 22h30, um ônibus de turismo que saiu de Arapiraca, em Alagoas, com destino a Itapema, em Santa Catarina, tombou no km 474 da rodovia, em plena zona rural de Francisco Sá. O veículo ficou às margens da pista, no sentido de tráfego, e o cenário que se formou foi de dor, urgência e luto. Cinco pessoas perderam a vida — entre elas, um bebê. Outras dezenas ficaram feridas, algumas em estado grave, com fraturas múltiplas e escoriações, sendo encaminhadas para unidades de saúde de Francisco Sá e Montes Claros.

BR-251: A RODOVIA DA TRAGÉDIA ANUNCIADA — QUANTAS VIDAS AINDA SERÃO COBRADAS ANTES DA DUPLICAÇÃO?

Por Aurélio Vidal Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que há anos acompanha, registra e denuncia a realidade cruel da BR-251 — especialmente no trecho da serra de Francisco Sá. O que aconteceu na noite desta quarta-feira, 21 de janeiro, não foi um acaso, tampouco uma fatalidade isolada. Foi mais um capítulo de uma tragédia anunciada. Por volta das

A trajetória de José Fernando Honorato escancara uma das faces mais duras e silenciosas do pós-8 de janeiro. Policial federal aposentado, Honorato enfrentou um câncer de pâncreas em estágio grave sob medidas cautelares impostas pelo STF, usando tornozeleira eletrônica, com bens bloqueados e privado de sua aposentadoria integral.

O ESTADO QUE NÃO JULGA, MAS PUNA: O CASO HONORATO E A NORMALIZAÇÃO DA PENA SEM SENTENÇA

Foto montagem gerada por IA: Escrevo como jornalista, observador atento do Estado de Direito e cidadão profundamente inquieto com o método adotado pelo Supremo Tribunal Federal nos processos relacionados ao 8 de janeiro. O caso do policial federal aposentado José Fernando Honorato não é um ponto fora da curva — é mais um sintoma grave de um sistema que concentrou funções, relativizou garantias e produziu

Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que vive, atua e resiste no Norte de Minas Gerais — uma região historicamente esquecida pelo sistema, abandonada em investimentos estruturantes, carente de infraestrutura hospitalar digna e tratada como periferia política de um país que se diz democrático. Daqui, onde sempre fiz questão de fazer a minha parte na cobrança pela preservação dos direitos constitucionais e pela liberdade, a indignação não é discurso: é vivência.

DO NORTE DE MINAS AO MUNDO: QUANDO O POVO APERTA O CINTO E O SISTEMA VIVE DE APLAUSOS PAGOS

Por Aurélio Vidal – Jornalista Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que vive, atua e resiste no Norte de Minas Gerais — uma região historicamente esquecida pelo sistema, abandonada em investimentos estruturantes, carente de infraestrutura hospitalar digna e tratada como periferia política de um país que se diz democrático. Daqui, onde sempre fiz questão de fazer a minha parte

Centro de Grão Mogol, com a igreja e a praça da cidade.

Grão Mogol: a cidade das pedras e das águas encanta com sua história e belezas naturais

Localizada na parte mais alta da Serra Geral, no Norte de Minas Gerais, Grão Mogol é um destino que transborda belezas naturais, biodiversidade e uma rica herança ligada aos diamantes e ao período colonial dos séculos XVI e XIX. A história pulsante dessa cidade pode ser encontrada nas ruas e vielas, cuja pavimentação foi erguida com a mão de obra dos escravizados. Nas trilhas e

E é justamente daqui que faço uma constatação incômoda, porém necessária: a Direita brasileira, especialmente em regiões como a nossa, sofre menos pela força do adversário e mais pela própria incapacidade de se organizar, dialogar e agir com maturidade política.

A DIREITA PRECISA APRENDER A CAMINHAR JUNTAS — OU CONTINUARÁ PERDENDO SOZINHA

*Aurélio Vidal Escrevo como jornalista, observador atento da cena política e, acima de tudo, como alguém que acompanha de perto a realidade do Norte de Minas. E é justamente daqui que faço uma constatação incômoda, porém necessária: a Direita brasileira, especialmente em regiões como a nossa, sofre menos pela força do adversário e mais pela própria incapacidade de se organizar, dialogar e agir com maturidade

Por volta das 22h30, um ônibus de turismo que saiu de Arapiraca, em Alagoas, com destino a Itapema, em Santa Catarina, tombou no km 474 da rodovia, em plena zona rural de Francisco Sá. O veículo ficou às margens da pista, no sentido de tráfego, e o cenário que se formou foi de dor, urgência e luto. Cinco pessoas perderam a vida — entre elas, um bebê. Outras dezenas ficaram feridas, algumas em estado grave, com fraturas múltiplas e escoriações, sendo encaminhadas para unidades de saúde de Francisco Sá e Montes Claros.

BR-251: A RODOVIA DA TRAGÉDIA ANUNCIADA — QUANTAS VIDAS AINDA SERÃO COBRADAS ANTES DA DUPLICAÇÃO?

Por Aurélio Vidal Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que há anos acompanha, registra e denuncia a realidade cruel da BR-251 — especialmente no trecho da serra de Francisco Sá. O que aconteceu na noite desta quarta-feira, 21 de janeiro, não foi um acaso, tampouco uma fatalidade isolada. Foi mais um capítulo de uma tragédia anunciada. Por volta das

A trajetória de José Fernando Honorato escancara uma das faces mais duras e silenciosas do pós-8 de janeiro. Policial federal aposentado, Honorato enfrentou um câncer de pâncreas em estágio grave sob medidas cautelares impostas pelo STF, usando tornozeleira eletrônica, com bens bloqueados e privado de sua aposentadoria integral.

O ESTADO QUE NÃO JULGA, MAS PUNA: O CASO HONORATO E A NORMALIZAÇÃO DA PENA SEM SENTENÇA

Foto montagem gerada por IA: Escrevo como jornalista, observador atento do Estado de Direito e cidadão profundamente inquieto com o método adotado pelo Supremo Tribunal Federal nos processos relacionados ao 8 de janeiro. O caso do policial federal aposentado José Fernando Honorato não é um ponto fora da curva — é mais um sintoma grave de um sistema que concentrou funções, relativizou garantias e produziu

Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que vive, atua e resiste no Norte de Minas Gerais — uma região historicamente esquecida pelo sistema, abandonada em investimentos estruturantes, carente de infraestrutura hospitalar digna e tratada como periferia política de um país que se diz democrático. Daqui, onde sempre fiz questão de fazer a minha parte na cobrança pela preservação dos direitos constitucionais e pela liberdade, a indignação não é discurso: é vivência.

DO NORTE DE MINAS AO MUNDO: QUANDO O POVO APERTA O CINTO E O SISTEMA VIVE DE APLAUSOS PAGOS

Por Aurélio Vidal – Jornalista Escrevo estas linhas não apenas como jornalista e pesquisador, mas como alguém que vive, atua e resiste no Norte de Minas Gerais — uma região historicamente esquecida pelo sistema, abandonada em investimentos estruturantes, carente de infraestrutura hospitalar digna e tratada como periferia política de um país que se diz democrático. Daqui, onde sempre fiz questão de fazer a minha parte

Quer ver mais conteúdos?

Assine Nossa Newsletter

E fique por dentro do contexto de Minas e de tudo que acontece no Brasil e no mundo.

Pod Sertão Pautando o melhor do Sertão Mineiro

Olá, visitante