NEM TUDO QUE RELUZ É OURO: SOBRE O ICMBio

Pequenos Sertanejos do norte de Minas pedem socorro

(*) Aurélio Vidal

Fundado em 2007, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem promovido diversas ações relacionadas à proteção do meio ambiente com volumosos recursos provenientes do governo federal. E durante esses 16 anos, desde a sua criação até hoje, julho de 2023, ICMBio criou ou ampliou os limites de diversas unidades de conservação (UCs) federais, aumentando o estoque de área protegida no país em milhões e milhões de hectares.

Mas, infelizmente, o que se percebe é que nem sempre essas ações tem gerado resultados positivos para boa parte do povo sertanejo simples e humilde e que vive e sobrevive no entorno ou nas áreas que são “abocanhadas” pelo Instituto Chico Mendes. Muitos dos casos, por exemplo, são bastante questionáveis pelo fato de trazerem impacto negativo na vida de várias famílias, desde um simples stress a grandes transtornos mentais e prejuízos financeiros. Muitas famílias perderam o único meio de plantar e colher através da agricultura familiar ou do extrativismo, atividades antigas e bastante comuns no meio rural. Estão perdendo suas referências e sendo forçadas a abrir mão de tradições e costumes. Isso é grave e fere direitos constitucionais, inclusive. Mais grave ainda é a insensibilidade e a falta de comprometimento dos nossos políticos que sequer buscam “tomar pé” da situação. Essas pessoas estão totalmente entregues à a própria sorte e ao descaso!

Que se certificar do estamos falando? Venha conhecer a realidade das famílias que vivem na região do Alto Rio Pardo, onde se encontra estabelecida a Reserva de “Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeira”!

(*) Jornalista

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