A IMPORTÂNCIA DO EUCALIPTO PARA O SEMIÁRIDO NORTE-MINEIRO

Em meados dos anos 70, ocorreu a implementação de programas de estímulo à monocultura na região do Norte de Minas Gerais.

Em meados dos anos 70, ocorreu a implementação de programas de estímulo à monocultura na região do Norte de Minas Gerais. Na época, essa iniciativa do governo mineiro, buscava promover a geração de emprego e renda em uma região, que era tida como pobre e subdesenvolvida, fator que nos motivou a buscar conhecer um pouco mais sobre esse importante setor produtivo, uma vez que possibilitou não só a geração de emprego e renda, mas conteve também o êxodo rural em massa.

POVO SOFRIDO

Mesmo passados 50 anos e diante de tantos avanços, o nosso povo ainda clama por um pedaço de chão.

Por não conhecermos profundamente o processo de reflorestamento e não temos tido as informações corretas e necessárias sobre o assunto, onde tudo era baseado em relatos de ONGs, sindicatos e de ativistas, que supostamente se diziam defensores do meio ambiente, acabamos nos deixando enganar, acreditávamos, que o cultivo da monocultura era de fato um grande vilão para a nossa região.

Hoje, com o advento da internet e a informação em tempo real, constatamos a imensa injustiça imputada a este setor produtivo.

Após buscar conhecer de perto as particularidades do Agro, conseguimos identificar as consequências causadas outrora, contudo, descobrimos também as impactantes transformações e benefícios na vida de centenas de famílias e dos diversos municípios do sertão norte-mineiro, principalmente na região do Alto Rio Pardo, área protagonista de diversos conflitos.

A busca pela informação nos fez entender e testemunhar a grande potencialidade produtiva e os benefícios do setor florestal, em dias atuais, de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico do Norte de Minas. 

O eucalipto não é apenas carvão ou a madeira da construção civil. Ele é também insumo para diversas atividades e produtos, inclusive para a indústria farmacêutica. Sem contar que as nossas florestas são importantes sequestradoras de carbono. Portanto, amplamente sustentáveis!

O eucalipto não é apenas carvão ou a madeira da construção civil. Ele é também insumo para diversas atividades e produtos, inclusive para a indústria farmacêutica.

Estivemos percorrendo o Alto Rio Pardo, região que concentra o maior volume de florestas de eucalipto em Minas Gerais. Visitamos comunidades, fizemos registros e colhemos importantes depoimentos de sertanejos. Pessoas simples, que praticamente passaram a vida inteira sobrevivendo apenas desta atividade nos grotões das gerais.

Muitas crianças, cresceram vendo os pais envolvidos nesta árdua e difícil tarefa, de fazer o plantio de mudas, o corte das árvores, a carbonização da madeira, ou até mesmo sob um sol escaldante no carregamento de caminhões. Tudo isso, para garantir o alimento na mesa da família e os estudos dos filhos.

Em uma época difícil, onde a informação chegava sempre com meses de atraso, a vida do desse povo guerreiro sempre foi de muitas batalhas. Mas ainda assim, com todas essas dificuldades, várias famílias conseguiram formar seus filhos; agrônomos, advogados, professores e até médicos.

Em dias atuais, principalmente com o avanço da tecnologia e as novas técnicas de manejo, a realidade é outra. Apesar dos impactos causados no início do eucalipto, por falta de conhecimento e tecnologia, hoje, a silvicultura é uma atividade amplamente necessária para o desenvolvimento da nossa região. Mas que infelizmente, a população sertaneja ainda tem que lutar pela titularização de terras, enfrentando preconceitos e ampla perseguição.

Portanto, as informações que ONGs e sindicatos tentam o tempo inteiro implantar na mídia, são levianas, maldosas e cruéis. Entretanto, buscam defender apenas os interesses de grupos políticos e do capital estrangeiro, das multinacionais.

Com isso, criam narrativas na busca de promover sentimento de revolta na sociedade, implantando falsas informações contra o nosso humilde povo sertanejo.

Para eles: plantações e desenvolvimento lá, preservação e retrocesso aqui.

Vale ressaltar: a população que vive encrustada nos grotões das gerais, sempre foi esquecida, abandonada e submetida à uma vida de desigualdade social. Privados dos seus direitos e submetidos ao perverso assistencialismo político. Falta respeito para com o nosso povo. Povo este, que sempre viveu dominado pelo sistema e no cabresto de políticos aproveitadores e corruptos.

Por cá, esses pequenos produtores já não querem mais ficar presos as falsas promessas e na dependência da cesta básica. Não aceitam mais a implantação de tantas reservas ambientais e comunidades tradicionais.

O que a população sertaneja quer de fato e de direito, é o acesso à terra, a titularização das suas propriedades, querem as garantias necessárias para fazer brotar deste solo semiárido, o sustento para a família e a esperança de dias melhores!

Mas o passe gratuito já não estava instituído há anos? Como funciona esse sistema? Na pandemia da Covid-19, o município também fez repasse para esse Consórcio, que inclusive oferta um péssimo serviço para os usuários.

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